Já no final do dia, bem de noitinha
Findado seu
trabalho todo estranho
O artista disparou elogio tamanho,
Dizendo: “não
há arte igual a minha”.
“Tripa de gato com resina, estanho,
Urina, bosta
seca e até farinha
Agitado ao galope duma éguinha
No anverso deste rótulo
de sonho”
“Meu caro amigo diga-me, o que é ... isto?”
“Um prospecto do
mais novo de novo,
Não há, logo asseguro, nada visto”.
“É mesmo?” E olhei
para aquele estorvo.
“O sentido de tudo é fazer parte,
Enquanto não tem
nome chamei d’Arte!”